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“A escola está a tornar-se para as crianças uma batalha e não um prazer”

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05 Dezembro 2014
“O mundo evoluiu, avançou de forma vertiginosa, mas a escola não mudou, o modelo está descontextualizado, desenraizado da realidade, não é uma escola criativa, é uma escola de massas, de ensino standarizado, e está a tornar-se para as crianças uma batalha e não um prazer frequentá-la na parte dos países do mundo”. A afirmação, crua e dura, é da ex-vice ministra da Educação de Angola, Alexandra Simeão, e foi proferida esta terça-feira, 2 de dezembro, em Moimenta da Beira, numa sala cheia de alunos e professores, durante uma conferência feita a convite da autarquia.
A antiga governante considera que a escola e o seu modelo “jurássico” de ensino têm de mudar para conseguir tornar as crianças e os jovens em “heróis” para a vida.

“O mundo evoluiu, avançou de forma vertiginosa, mas a escola não mudou, o modelo está descontextualizado, desenraizado da realidade, não é uma escola criativa, é uma escola de massas, de ensino standarizado, e está a tornar-se para as crianças uma batalha e não um prazer frequentá-la na parte dos países do mundo”. A afirmação, crua e dura, é da ex-vice ministra da Educação de Angola, Alexandra Simeão, e foi proferida esta terça-feira, 2 de dezembro, em Moimenta da Beira, numa sala cheia de alunos e professores, durante uma conferência feita a convite da autarquia.

A antiga governante considera que a escola e o seu modelo “jurássico” de ensino têm de mudar para conseguir tornar as crianças e os jovens em “heróis” para a vida.

A prelecção que a Alexandra Simeão intitulou de “A Grande Mentira” centrou-se também nos princípios fundamentais da Liberdade, Fraternidade e Igualdade saídos da Revolução francesa. A ex-vice ministra da Educação de Angola referiu-se à ‘grande mentira’ a propósito da propalada igualdade. “Somos todos iguais perante a lei, mas a igualdade é apenas formal. Definitivamente, no século XXI não tem sentido falarmos que há pessoas iguais, que as pessoas nascem todas com os mesmos direitos, porque não nascem, de facto. Os ricos não são iguais aos pobres, o inteligente distingue-se dos demais”, denunciou a conferencista.

Alexandra de Victória Pereira Simeão, que gosta de se apresentar como educadora, activista e mãe, nasceu em Luanda no dia 12 de Setembro de 1966. Em 1975 sai de Angola com os seus pais e vivem exilados em Portugal até regressar a Angola em 1992. Entre 1997 e 2008 desempenhou as funções de Vice-Ministra da Educação para a Acção Social, no âmbito do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, pelo Partido Liberal Democrático, onde também era Secretária para as Relações Internacionais. É licenciada em Estudos Artísticos (Literatura e Arte) com um Minor em História Geral e mãe de três rapazes.

O seu activismo levou-a para projectos de solidariedade como a Campanha de Educação sobre a Anemia Falciforme e também a apoiar o Centro de Acolhimento da Mãe Madalena, no bairro Cazenga, um dos mais populosos da cidade de Luanda. É uma apaixonada por Angola, este grande país, mas sobretudo pelos angolanos que são a sua preocupação diária.
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