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Mensagem do Presidente

Presidente

Por força do aparecimento e disseminação do Coronavírus SARS‐CoV‐2, que originou a Covid 19, todas as nossas circunstâncias conhecidas mudaram muito nos últimos meses, tendo mesmo chegado a ruir partes significativas da nossa forma de viver em sociedade, acabando inclusivamente com convenções simples, como os gestos habituais com que nos cumprimentávamos. Esta é uma constatação em Moimenta da Beira, como por todo o país e um pouco em todo o mundo.

A uma crise sanitária sem precedentes na nossa memória, que implicou um esforço enorme de todos, desde os profissionais de saúde, aos agentes da ordem, passando pelos prestadores de cuidados sociais e pelos voluntários, a que se juntou uma 

Mas sabemos já que esses efeitos serão devastadores, e que, como sempre, serão mais graves para os mais desprotegidos, seja em termos locais, nacionais ou internacionais.adesão maciça de todas as pessoas, juntou-se uma crise económica cujos efeitos se sentem já um pouco por todo o lado, apesar de não conseguirmos ainda saber qual será o seu verdadeiro alcance.

É também por isso que a organização social que construímos é a base de sustentação de toda a ação que estamos a desenvolver em conjunto, e que estou certo irá, apesar de tudo, minimizar os efeitos catastróficos da pandemia.

É agora muito importante que sejamos claros nas prioridades, mesmo que essas se afigurem completamente novas e até há pouco tempo imprevisíveis, tanto em termos coletivos como individuais, porque é agora que o respeito por cada cidadão, pela sua completa integridade, é ainda mais importante.

Mais do que nunca, este é o momento de estabelecer critérios e ações de defesa e promoção da coesão social, territorial e do desenvolvimento, onde ele é mais necessário, e quanto mais expeditos e bem-sucedidos formos nesse esforço, mais rapidamente, e com menos custos económicos e sociais retomaremos a normalidade.

Quero que contem comigo, enquanto força agregadora e inclusiva. Este não é o tempo para divergências fúteis, nem para individualismos estéreis. É o tempo da verdade e da união, para protegermos a nossa gente e fazermos um Portugal melhor e maior.

É assim que tem que ser, sendo mais solidários do que nunca, em termos locais, nacionais e europeus. Estamos todos à prova, e não podemos falhar. Desta vez, os egoísmos, todos os egoísmos, têm que ficar para trás, porque todos os cidadãos têm que nos acompanhar. E não é apenas por uma questão de respeito humano, o que já não seria pouco, é também por uma questão de futuro. Na grande dificuldade por que vamos passar, precisamos da contribuição de todos, e por isso ninguém pode ficar para trás.

Quero nas mulheres e nos homens que têm trabalhado na linha da frente desta pandemia no nosso concelho, agradecer a todos os profissionais e a todos os voluntários, que em Portugal e no Mundo, continuam a garantir a saúde e a segurança de todos, quantas vezes pondo em risco as suas próprias condições. E ao Povo, que nos acompanhou sempre, e sabe que este momento é seu, e que tem que o defender como coisa própria sua, e que o faz, com a sabedoria que só o Povo tem.