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Eduardo Salgueiro, poeta, jornalista e editor moimentense, morreu há 30 anos

10 Dezembro 2024

Faz hoje 30 anos que morreu Eduardo Salgueiro, natural de Moimenta da Beira (1904-1994). Poeta, jornalista, mas essencialmente editor, destacou-se no exercício desta atividade, tendo-a exercido com extraordinária coragem e imensa generosidade ao longo de quatro décadas e meia (1936-1981), período em que esteve à frente dessa notável Editorial Inquérito, prelo que tanto contribuiu para a cultura em Portugal, em especial pelo distintíssimo trabalho em prol do acesso e da popularização do livro, numa época conturbada e difícil, quando a difusão das ideias se encontrava sujeita a todo o tipo de limitações, prepotências e tiranias. Pela bravura e ousadia, o Presidente Mário Soares condecorou-o com a medalha de grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1988.

Filho de Manuel Baptista Salgueiro, ‘Cesário’, como era também conhecido em Moimenta da Beira, onde nasceu, e de Maria Eduarda de Almeida Salgueiro, de Castelo de Ferreira, povoação do vizinho concelho de Sátão, Eduardo Salgueiro faleceu em Lisboa, onde casara em 1937 com Emília de Jesus Soares Guerra, natural de Escalhão, aldeia do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Do enlaço nasceram três filhos: Emílio (1938), médico, professor de Medicina; Maria Eduarda (1941), bióloga; e João (1946), embaixador.

Conteúdo atualizado em10 de dezembro de 2024às 14:34