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Planalto, 5º dia: Salvi enche convento com o poder encantatório da sua harpa

05 Setembro 2021

A harpa de Angélica Salvi não podia ter encontrado melhor ambiente para mais um extraordinário concerto do programa do Planalto - Festival de Artes: o convento da Nossa Senhora da Purificação, no centro mais histórico de Moimenta da Beira, o convento onde vida, morte, alegria e tristeza se misturam quotidianamente, o espaço por onde tudo passa e onde se misturam memórias e vivências. A harpista provou que a arte nos aproxima do que há de melhor no ser humano, aproximando-o da perfeição.

Num local já por si só hermético, um instrumento poucas vezes ouvido, Angélica Salvi, também compositora, usa a eletroacústica nos seus concertos, improvisa, atrai o público ao seu mundo espiritual e emocional. De certo modo, fá-los entrar num transe, quase sonho, que é o seu guião. A repetição é propositada, o instrumento ora respira, ora é ritmo de marés, e o público segue esta viagem interior, intimista, numa experiência única de contacto com o belo e o surpreendente.

O 5º e penúltimo dia deste festival de surpresas acabou com sonhos bons e a convicção cada vez mais forte de que a cultura melhora o mundo. Do “mágico” ao “não tenho palavras”, do “lindíssimo” ao “sabia que ia ser bom, mas foi ainda melhor”, as reações foram de quem saiu mais do que preenchido.

Angélica Salvi nasceu em Salamanca, estudou jazz no Arizona, tirou dois mestrados no Conservatório de Haia, na Holanda. Radicada no Porto desde 2011 é atualmente professora de harpa no Conservatório de Música da cidade.

Conteúdo atualizado em5 de setembro de 2021às 18:15