No sopé da serra, soprava uma aragem fresca e Joana Gama, ao piano, devolvia para o espaço místico onde há milhares de anos chegaram os primeiros habitantes destas terras, a delicadeza das suas notas musicais. Na certeza de que fascínio devolve fascínio, o público não sentiu frio, mas arrepiou-se, viajou com a pianista à inspiração do francês Erik Satie ou Hans Otte, o alemão que criou a obra-prima “o Livro dos Sons”, emocionou-se, por certo, porque piano rima com beleza e Joana com talento. No Largo do Outeiro, em Leomil, Moimenta da Beira.