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Manuel Freire abre programação cultural do Município

12 Novembro 2021

É o primeiro momento da programação cultural do Município. E logo com a intervenção e participação de um dos grandes cantautores e baladeiros portugueses: MANUEL FREIRE, que musicou e cantou a ária que se tornou num hino à liberdade, num canto inocente que materializou um desígnio particular, num tempo particular de Portugal, mas que poderia ter sido ajustada a quaisquer outras conjunturas, noutro tempo e noutra latitude: PEDRA FILOSOFAL: Eles não sabem que o sonho / É uma constante da vida / Tão concreta e definida / Como outra coisa qualquer (…) Eles não sabem nem sonham / Que o sonho comanda a vida / E que sempre que um homem sonha / O mundo pula e avança / Como bola colorida / Entre as mãos duma criança.

A letra da canção foi escrita por António Gedeão em 1956 e apresentada por Manuel Freire em 1969 no "Zip-Zip", um programa de televisão que vivia ainda a quimera de um novo tempo e no qual muito do que não deveria ser permitido foi tolerado.

Freire musicou ainda, no meio de tantas mais, outra canção que ficaria também eternamente para história: LIVRE: Não há machado que corte / a raiz ao pensamento / não há morte para o vento / não há morte / Se ao morrer o coração / morresse a luz que lhe é querida / sem razão seria a vida / sem razão / Nada apaga a luz que vive / num amor num pensamento / porque é livre como o vento / porque é livre”.

Livre, poema escrito por Carlos Oliveira que Manuel Freire editou em 1968 no seu primeiro disco gravado.

Manuel Freire vai estar em Moimenta da Beira na próxima sexta-feira à noite (21h00), 19 de novembro, para uma TERTÚLIA MUSICAL no salão maior e mais nobre da Biblioteca Municipal Aquilino Terreiro. Um espetáculo intimista de revelação de momentos, de convivialidade e de entretenimento com sentido e de partilha de saberes com o público presente. Tudo no meio de canções e de recitais de poesia.

Freire nasceu em Vagos, a 25 de abril de 1942, e é uma das figuras de proa de uma geração de músicos de intervenção que cantou a Revolução dos Cravos. Conviveu com Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília, Brigada Victor Jara, José Jorge Letria, Vitorino e tantos outros. A 9 de Junho de 1995 Mário Soares fê-lo Oficial da Ordem da Liberdade.

A Tertúlia Musical tem a colaboração da Cadeira Amarela, de Viseu, uma das agências mais prolíficas no agenciamento de projetos da nova música feita em Portugal.

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Conteúdo atualizado em12 de novembro de 2021às 18:09