O dia 17 de junho foi proclamado pelas Nações Unidas como Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação como forma de consciencializar a opinião pública para este problema.
Diz um antigo adágio popular que “em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”.
Nós, como sociedade humana, caminhamos a passos largos para a sua concretização. Sem água potável disponível, a nossa casa, o planeta Terra, será palco de grandes quezílias e conflitos. Mais cedo ou mais tarde iremos alimentar lutas com os nossos vizinhos e guerras com outras nações pela posse de água potável.
Não vale a pena dizer que a culpa é dos canhões antigranizo ou da barragem estar a ser mal gerida pelos chineses. Trata-se de uma visão de curto alcance, muito centrada no nosso umbigo.
A realidade é mais abrangente que isso. As alterações climáticas estão aí e vieram para ficar. Quem não se lembra de antigamente haver grandes nevões ou das semanas intermináveis de chuva consecutiva? Nunca mais ninguém os viu pois não?
Cada vez mais haverá períodos curtos de chuva muito intensa, alternados com períodos longos de seca. Será esta a nossa nova realidade.
A água atravessa muros, fronteiras e continentes. Ela não conhece sentimentos de pertença nem títulos de propriedade. Será mesmo necessário aprender a poupar a água, a geri-la de uma forma mais racional.
Porque temos de ter todos uma piscina em casa que só usamos duas vezes por ano? Não será até mais aprazível frequentar uma piscina pública onde encontramos os nossos amigos?
Foto: USP