Nos finais do séc. IX, com a reconquista e o repovoamento que marcaram Afonso III das Astúrias, o antigo nome deste espaço foi substituído pelo presor godo Leomiro ou Ledemiro, que fundou aqui a sua Villa Leodimiri. Muitos povos terão passado e vivido neste território; a romanização é indiscutível e a sua pré-história é visível na vastidão dos monumentos megalíticos que pontilham esta freguesia. Nos fins do séc. XIII já vigorava em Leomil o regime municipal, ficando um dos mais célebres e vastos coutos medievais portugueses. No séc. XVI, com o desaparecimento dos Condes de Marialva, extingue-se o Couto de Leomil e, a reforma administrativa incumbe-se de abolir este abalizado concelho e integrá-lo no de Moimenta da Beira em 1855.
História, Paisagem e Património de Leomil, Paraduça, Semitela e Beira Valente (excertos do livro 'Avatares da Memória', de Jaime Gouveia, que colige uma série de artigos publicados no Jornal Beirão)