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Foi calceteiro em Moimenta da Beira e quer elevar a calçada portuguesa a Património da Humanidade

18 Outubro 2016
Estávamos em 1980, e Fernando Pereira Correia (hoje com 53 anos, 40 de calceteiro) tinha 17 anos quando chefiou uma equipa de calceteiros – todos com idade para serem seu pai – a trabalhar para a Câmara Municipal de Moimenta da Beira. “Eu orientava, marcava, fazia a folha, recebia e pagava. Era um miúdo, numa bicicleta, e fazia o cinco-em-um”, recorda. Chegava a casa com 700 escudos, todos os dias.

Fernando, um homem do norte, nascido em Vila Chã do Monte, Tarouca, mas que vive e trabalha em Lisboa desde os 18 anos, é o homem por detrás da petição que pede a elevação da calçada portuguesa a Património da Humanidade reconhecido pela UNESCO, para que dela venha o “respeito, a preservação e a consideração que merece”.

Um texto de Margarida David Cardoso que o jornal Público divulga esta segunda-feira, 17 de outubro, conta traços da história de vida do antigo calceteiro de Moimenta da Beira.