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Panteão Nacional encerra as comemorações dos 60 anos da morte de Aquilino Ribeiro

14 Maio 2024

No próximo dia 25 de maio, pelas 17 horas, o Panteão Nacional, em Lisboa, vai acolher a Cerimónia de Encerramento das Comemorações dos 60 anos da Morte de Aquilino Ribeiro. O momento, em que será prestada homenagem aos prefaciadores das reedições das obras de Aquilino Ribeiro e apresentada a reedição de “Geografia Sentimental”, vai contar com as presenças da ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, e do antigo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

De maio de 2023 a maio de 2024, os municípios de Moimenta da Beira, Sernancelhe, Vila Nova de Paiva e Paredes de Coura realizaram mais de duas dezenas de iniciativas de grande relevância cultural. Entre as iniciativas destacaram-se reedições de obras de referência de Aquilino Ribeiro (que foram prefaciadas por personalidades nacionais) exposições fotográficas, momentos gastronómicos, conversas temáticas, concertos, jornadas sobre turismo literário, congressos, sessões evocativas, iniciativas dirigidas ao público infanto-juvenil, inauguração de espaços dedicados a Aquilino, entre outros. Para além dos municípios, estes eventos envolvem a família do escritor, a Universidade de Aveiro, a Universidade de Lisboa (através do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, do Centro de Estudos Geográficos, do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias), da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, o Panteão Nacional e a Bertrand Editora.

A evocação dos 60 Anos da Morte de Aquilino Ribeiro motivou os municípios para, unidos, enfatizarem numa dimensão alargada a vida e a obra do Escritor. Entre Moimenta da Beira (onde Aquilino viveu), Sernancelhe (onde nasceu), Vila Nova de Paiva (onde foi batizado), Paredes de Coura (onde viveu e escreveu a “Casa Grande de Romarigães”) e Lisboa (onde passou grande parte da sua vida), foi celebrado o escritor que deixou uma vasta obra, através da qual cultivou todos os géneros literários, partilhando com Fernando Pessoa, no dizer de Óscar Lopes, “o primado das Letras portuguesas do século XX”.

Aquilino Ribeiro foi figura opositora da monarquia e do Estado Novo. Foi ainda sócio de número da Academia das Ciências e, após o 25 de Abril, reintegrado a título póstumo na Biblioteca Nacional, condecorado com a Ordem da Liberdade e homenageado, aquando do seu centenário, pelo Ministério da Cultura.

Considerado um dos grandes autores da língua e literatura portuguesa, Aquilino Ribeiro viveu vários anos em Lisboa, onde morreu a 27 de maio de 1963, aos 77 anos. Em setembro de 2007, por votação unânime da Assembleia da República, o seu corpo foi depositado no Panteão Nacional.

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