Passar para o Conteúdo Principal

Iniciativa onde as crianças “curam” os seus próprios bonecos é a brincar mas ensina a sério

3 1 980 2500
25 Maio 2022
Gabinete de Comunicação CMMB

Nunca se viu um espaço tão completo com tantos apetrechos de saúde, réplicas “a brincar” de tudo o que se possa imaginar, onde, desde segunda-feira, dia 23, e até sexta, 27, funciona o ‘Centro de Saúde dos Bonequinhos’, uma iniciativa da Câmara Municipal de Moimenta da Beira e das unidades de saúde locais, que tem recebido centenas de crianças com o intuito de perder o medo da “bata branca” de uma forma original: os pequenos são os médicos responsáveis pela cura dos seus bonecos.

E às 9h30 em ponto de hoje, já as crianças entravam organizadamente no Centro de Saúde dos Bonequinhos, situado no antigo Externato, mais conhecido como a escola cor-de-rosa, para tratar os seus pacientes, “atacados” pelas mais diversas maleitas. Na sala de espera, ouvia-se já música didática (do grupo de cantares da autarquia) para entreter um grupo, enquanto outro entrava para o consultório de enfermagem, o primeiro de um circuito de “estações” variadas onde os mais pequenos aprendem de tudo um pouco até curar o seu boneco e a cuidar de si.

À sua espera, colaboradores de várias instituições de Ensino Superior do País aguardam-nos com carinho e paciência. Depois da pesagem, das queixas, e medição, da avaliação da pressão arterial, entre outros aspetos, o consultório médico, coordenado pela Drª Rita Regadas, médica responsável pela iniciativa, e pelo centro de saúde local, é o “coração”, das estações. Ali, leva-se muito a “sério” os sintomas dos peluches e bonecos. Há um que está a ter um ataque cardíaco. O Homem Aranha! A médica fica “aflita”. “Se está a ter um ataque cardíaco tem de ir para o hospital!”, diz carinhosamente.

Também há febres, dores de cabeça, o Picachu tem dores de barriga e vómitos, pés e pernas partidas (grande tombo deu o boneco do Lucas) e, de acordo com a médica, até já apareceram infeções urinárias. As crianças auscultam, testam reflexos, palpam barrigas, veem o interior dos ouvidos, garganta, para descartar alterações alarmantes. No fim, fazem o diagnóstico. Xaropes, comprimidos, exames, todos os tratamentos, incluindo testes à Covid. A médica parece divertir-se no contato com eles. Explica que “tudo tem corrido muito bem” e que esta atividade já decorreu em hospitais, mas a ideia foi adaptá-la ao centro de saúde. Com sucesso!

Os colaboradores também se dizem entusiasmados. Para uns, alunos do terceiro ano da Escola Superior de Saúde, é a primeira experiência do género. “É muito engraçado e gratificante, sobretudo para quem gosta de crianças”, admite Sofia. Para outros, do quarto ano de Medicina Dentária, por exemplo, lidar com os mais pequenos já não é novidade. Ensinar a lavar os dentes e quantas vezes ao dia, é importante porque muitos deles estão agora a começar a fazê-lo sozinhos. E há uma enorme dentadura e escovas para experienciar uma lavagem correta.

Em cima de um palco, há meninos a fazer desporto, apoiados por voluntários de Desporto. Já passaram também pela estação de nutrição, farmácia, a de exames complementares, há de tudo! Um evento completo e surpreendente que envolve um total de cerca de 500 crianças do pré-escolar ao 1º ciclo do Ensino Básico (Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, Santa Casa da Misericórdia, Associação Moimentense de Apoio à Infância), que os intervenientes não vão esquecer tão cedo.

1
2
4
5
6
7