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Rio Paiva: Presidente da Câmara avisa que pedreiras podem ser suspensas se poluição não acabar

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05 Maio 2022

Já foi um dos rios mais limpos da Europa e o Presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, onde nasce o Paiva, quer que volte a ser. E rapidamente! Para o conseguir, o autarca exige que as descargas que poluem o curso de água há vários anos, alegadamente com origem em pedreiras, acabem de uma vez por todas. E lançou um aviso: “Se nada for feito, elas podem ver a atividade suspensa”.

“O que está aqui em causa é, possivelmente, os próprios empresários, caso não tomem medidas adicionais para eliminar este problema, poderem ver aqui a sua atividade suspensa”, pormenorizou.

O caso da poluição do rio Paiva tem sido denunciado ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR de Moimenta da Beira por particulares e entidades. E, fruto dessas queixas e da indignação do autarca, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) esteve nos locais na passada segunda-feira, 2 de maio, e promoveu uma visita de sensibilização às pedreiras em causa que juntou as autarquias de Moimenta da Beira e Vila Nova de Paiva, e ainda a União das Freguesias de Vila Nova de Paiva, Alhais e Fráguas, a APA e a GNR, através do SEPNA.

Paulo Figueiredo assegura que mantém há meses reuniões com o município vizinho de Vila Nova de Paiva, com vista a encontrar soluções, e que desses encontros bilaterais foi combinada "uma estratégia no sentido de trazer todas as entidades envolvidas no licenciamento desta atividade para virem ao local e constatarem logo a situação juntamente com os empresários". Foi o que aconteceu na segunda-feira passada com a deslocação de técnicos da APA aos locais.

“Queremos dar o nosso contributo enquanto entidade interveniente neste processo para que o rio, a sua fauna e todo o seu ecossistema possam ser aquilo o que foi no passado, ou seja, um dos rios menos poluídos da Europa. Temos vindo há vários meses a trabalhar nesta situação porque ela nos preocupa e, demos agora um passo muito forte porque conseguimos trazer todas as entidades envolvidas para ver se, desta forma, conseguimos resolver o problema”, disse à imprensa.