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Números alarmantes. Confinamento tem de ser respeitado. Testes em massa só por recomendação da autoridade de saúde

27 Janeiro 2021
Gabinete de Comunicação CMMB

É mais uma entrevista concedida à Rádio Riba-Távora em que o Presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira se expressa ainda em tom de maior preocupação, ao falar em “números alarmantes”, em “confinamento duro que tem de ser respeitado” e na incapacidade da autoridade de saúde que não isola os casos positivos nem os contactos de risco no tempo adequado.

E sobre a opção dos testes em massa que alguns concelhos da região levaram por diante, diz que só o fará quando a autoridade de saúde o recomendar. “Se eu considerar, se o Município de Moimenta da Beira considerar que essa possibilidade era um bom instrumento para resolver esse problema, o Município de Moimenta da Beira não apenas já o teria adotado, como teria antes, que é assim que faço sempre, proposto aos restantes municípios, e em conjunto, que discutíssemos essa possibilidade e pudéssemos levá-la a cabo em conjunto. Ora, o facto de o Município de Moimenta da Beira não ter adotado esta solução, nem a ter proposto a nenhum outro município, o que aliás também não aconteceu em nenhuma das reuniões em que participo praticamente todos os dias, leva a que, por enquanto, e enquanto as autoridades de saúde não recomendarem este procedimento de testagem, o Município de Moimenta da Beira o não vá adotar”.

Relativamente aos “números alarmantes” o autarca revela que sete dos oito concelhos do ACES Douro Sul, a que pertence Moimenta da Beira, “estão nos primeiros 30 de incidência a sete dias" e que "seis dos oitos concelhos têm uma taxa de incidência superior a dois mil casos por cada 100 mil habitantes em 14 dias”. Quer dizer que 75% dos concelhos do ACES Douro Sul estão nessa situação, enquanto na região norte são apenas 21% ou 22%.

Sobre a incapacidade da autoridade de saúde, protesta por haver apenas 1/3 dos médicos de saúde pública a trabalhar num quadro de 5, 6 ou 7 vezes mais casos de covid-19. E protesta também por a Unidade de Saúde pública “continuar a não aceitar completamente as ajudas que lhe podem e devem ser dadas, designadamente pelos municípios, para seguirem os casos positivos e os contactos de risco de uma forma imediata”.

Ouvir a entrevista na íntegra, clicando em baixo.

 

Foto: DR