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Gulbenkian premeia livro de Jaime Gouveia

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30 Novembro 2015

"A quarta porta do inferno. A vigilância e disciplinamento da luxúria clerical no espaço luso-americano (1640-1750)", livro que é a tese de doutoramento de Jaime Gouveia, natural de Leomil, Moimenta da Beira, acaba de ganhar o prémio Gulbenkian da Academia Portuguesa da História. Dos seis prémios científicos que o jovem historiador e investigador já arrebatou, este é o mais importante. A cerimónia de entrega decorrerá na Academia Portuguesa da História, em Lisboa, depois de amanhã, quarta-feira, 2 de Dezembro, às 15 horas.


"A quarta porta do inferno. A vigilância e disciplinamento da luxúria clerical no espaço luso-americano (1640-1750)", livro que é a tese de doutoramento de Jaime Gouveia, natural de Leomil, Moimenta da Beira, acaba de ganhar o prémio Gulbenkian da Academia Portuguesa da História. Dos seis prémios científicos que o jovem historiador e investigador já arrebatou, este é o mais importante. A cerimónia de entrega decorrerá na Academia Portuguesa da História, em Lisboa, depois de amanhã, quarta-feira, 2 de Dezembro, às 15 horas.

O livro, de 604 páginas, é a versão da tese de doutoramento que defendeu no Instituto Universitário Europeu de Florença, Itália, em Outubro de 2012. É uma obra de história baseada numa pesquisa rigorosa e numa consulta exaustiva de vários arquivos e bibliotecas que o autor estuda por intermédio de fontes originais, de natureza judicial, eclesiástica e inquisitorial, uma matéria que muito tem preocupado a Igreja Católica de há vários séculos até à actualidade: a luxúria clerical.

Este estudo procura traçar uma radiografia não apenas dos sacerdotes que incorriam nestas práticas, como ainda das suas vítimas e cúmplices, num período de longa duração, balizado entre 1640 e 1750, elegendo como espaço de análise as dioceses portuguesas, das ilhas do Atlântico e da colónia brasileira.