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Mensagem do Presidente

 
José Eduardo FerreiraAs políticas públicas são um instrumento do nosso desenvolvimento, que têm que ser colocadas ao serviço de todos.

É assim que faremos neste novo mandato, que pretendemos constitua uma razão de esperança, e condição da afirmação de um compromisso, com os nossos valores e a nossa gente: um compromisso com a paz social e a confiança em todas as organizações, enquanto estratégia de desenvolvimento.

Após anos a fio de um grande esforço, a Câmara Municipal de Moimenta da Beira goza de uma situação financeira estabilizada e sustentável, importando todavia continuar na senda da consolidação, sem deixar esmorecer o investimento.

Foi este caminho que permitiu alcançar as condições legais para podermos baixar os impostos municipais, e os requisitos orçamentais e patrimoniais que nos permitem encarar, com sensatez, essa possibilidade. Fazemo-lo na primeira oportunidade que temos para o efeito e manteremos uma redução nos impostos municipais em todo o quadro orçamental deste mandato.

Temos um conjunto de empresas e organizações empresariais notáveis, ao nível do melhor que há no país nas suas áreas de atuação, constituindo um excelente ponto de partida para o que temos que fazer no futuro.

É nesta área do desenvolvimento económico que temos que estabelecer a nossa grande aposta, fixando aí as nossas amarras, com políticas públicas amigas das empresas e dos empresários, mantendo uma grande proximidade.

Temos que concretizar a ambição industrial na fileira da maçã, que vai permitir criar valor aos produtos de segunda e terceira gama, criando mais-valias e emprego.

Vamos lutar, com os meios que for necessário utilizar, para defender a nossa produção, os nossos produtores, e a nossa região. Não compreendemos e não aceitaremos que não se concretize o investimento em regadio em Moimenta da Beira. As nossas barragens são indispensáveis à nossa continuidade como região produtora de maçã. O regadio em Portugal não pode continuar a ser sinónimo de Alqueva. O resto do país também existe, e vai ter que se fazer ouvir.

Já não trabalhamos só para nós, nem podemos fechar-nos sobre nós próprios. Seria a nossa desgraça.

Olhamos para a coesão territorial como um instrumento imprescindível do nosso desenvolvimento e até da nossa sobrevivência enquanto sociedade organizada, tal como a conhecemos e temos obrigação de a defender, sendo imprescindível organizar na região uma voz forte e unida, sem a qual os diversos interesses conflituantes continuariam a poder vencer-nos.

Estamos bem conscientes das dificuldades que vamos enfrentar, mas não nos resignamos. Não temos ilusões de terminar seja o que for, sabemos que nunca nada estará concluído. Apesar disso, não deixaremos nunca de fazer o que nos compete, com toda a nossa energia, mobilizando a energia de todos.

José Eduardo Ferreira
(Presidente da Câmara)