Passar para o Conteúdo Principal

Cordas Soltas em Genève. Banda nasceu há 31 anos e gravou primeiro disco há 30

Imagem 1 1024 800
15 Fevereiro 2019
Em Castelo, Moimenta da Beira, germinou o sonho. António (Tó) Gomes, regressado de França com um uns ‘trocos’ no bolso e comprado com eles uma guitarra elétrica, daria em 1987 os primeiros passos para a criação dos “Cordas Soltas”, com o irmão Filipe (viola baixo) e o vizinho e amigo Fernando (baterista). Dos primeiros ensaios à primeira apresentação em palco foi um ápice. O arrojo aconteceria a dia 3 de abril de 1988. Um ano depois, nova ousadia: a gravação do primeiro trabalho discográfico. Os dois momentos - o da criação, há 31 anos, e o da gravação, há 30 – têm estado a ser celebrados com uma tour de concertos, um deles terá lugar este sábado, 16 de Fevereiro, em Genève, na Suíça.

Mas voltando à história dos “Cordas Soltas” e às ‘marcas’ deixadas ao longo do percurso de três décadas, importa recordar algumas, como a da entrada da primeira voz feminina (Céu Pinto), entre todos os grupos musicais da região, em 1995, já a banda tinha gravado outros dois discos, em 1992 e 1993, e estava lançada no mercado nacional. Fora de portas, tinha também já acontecido uma digressão à Suíça, a primeira, em 1992, “marcada por momentos fortes, importantes e enriquecedores”, recorda Tó Gomes, “digressão nunca conseguida por muitos profissionais da altura”, sublinha o músico-fundador. Depois dessa, outras sucederam-se. Tal como os espetáculos ao vivo no país, em programas onde atuaram com muitos outros artistas portugueses. A lista inclui Ágata, Maria Lisboa, Romana, Micaela, Saul, Porquinhos da Ilda, Iran Costa, Roberto Leal, Tayti, José Cid, Dulce Guimarães, Can-Can, Santa Maria, Cláudia Isabel, Nikita, José Malhoa, Bruna e Liliana, Ena Pá 2000, Susana, Mónica Sintra, Marco Paulo, Jorge Ferreira, Tony Carreira, Tabu, Canta Bahia, Quim Barreiros, entre outros.

A banda nunca parou a sua atividade e soube manter-se sempre à tona, ultrapassando as inevitáveis saídas de elementos e as entradas de outros. Soube também modernizar-se quando em 2012 investe na aquisição de um palco móvel e gerador, ficando assim o grupo completamente autónomo.

O grupo é actualmente constituído por 11 pessoas: Tó Gomes (guitarra/voz), Rogério Pereira (baixo/ voz), Filipe Oliveira (baterista/ voz), Lino Monteiro (teclista/ voz), Eduardo Lopes (acordeão/concertina/percussão), Sílvia Martinho (voz), Tiago Gomes (voz), Romana Gomes (voz/dança), Márcia Ribeiro (voz/dança), Bruna Soares (voz/dança) e Fábio (guitarra/voz).