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Moimenta da Beira é um dos 19 concelhos do país escolhidos para receber programa Residências Artísticas

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05 Dezembro 2018
Moimenta da Beira está entre os 19 concelhos do país que vão receber em 2019 a segunda edição do programa Residências Artísticas, abrangendo 400 alunos de 19 escolas que irão ter aulas de música, teatro e bailado por iniciativa de sete instituições. O anúncio foi feito esta terça-feira, 4 de Dezembro, pelos secretários de Estado da Educação e da Cultura.

As Residências Artísticas vão ser realizadas no âmbito do Plano Nacional das Artes pela mão da Orquestra Sinfónica Portuguesa, do Coro do Teatro Nacional de S. Carlos, da Companhia Nacional de Bailado, do Teatro Nacional D. Maria II, do Teatro Nacional S. João, da Casa da Música e da Orquestra Clássica do Sul.

Na primeira edição que decorreu este ano de 2018, músicos da Orquestra Sinfónica Portuguesa deram aulas durante uma semana em cinco municípios do país: Loulé, Sines, Barcelos, Viseu e Freixo de Espada à Cinta.

Nesta segunda edição, além de Moimenta da Beira e Viseu (os dois únicos concelhos do distrito), o programa abrangerá mais 17 municípios: Viana do Castelo, Barcelos, Vila do Conde, Freixo de Estada à Cinta, Penela, Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Idanha-a-Nova, Torres Vedras, Loures, Sintra, Lisboa, Cascais, Almada, Sines, Moura e Loulé.

As Residências Artísticas deverão realizar-se no segundo e terceiro períodos escolares do ano letivo. O programa é uma iniciativa dos Ministérios da Cultura e da Educação, operacionalizada pelo Programa de Educação Estética e Artística da Direção-Geral da Educação, e visa integrar as diferentes formas de arte em contexto escolar, de modo a aproximar as crianças da cultura.

“Uma sociedade mais justa e inclusiva não se constrói sem Cultura”, defendeu a Secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira. Para a governante “é no cruzamento entre cultura e educação que se promove a criatividade e o pensamento livre e, mais do que tudo, que se permite às crianças e aos jovens olharem para si mesmos e descobrirem a imprevisível aventura da vida”.

“O papel do Estado deve também ser o de proporcionar encontros entre artistas e públicos, fazendo da formação um processo de aprendizagem mútuo, já que os processos artísticos são essenciais, não só para os artistas compreenderem o mundo que os rodeia, mas também para as crianças entenderem que a criação contemporânea não é distante da sua realidade”, disse.

Por seu turno, o Secretário de Estado da Educação, João Costa, realçou o facto de o programa este ano abranger mais escolas e mais municípios, sublinhando tratar-se de uma iniciativa que “dá solidez” além de operacionalizar o reforço da educação artística inscrita no novo diploma do currículo, alcançando desafios previstos no perfil dos alunos.

“Tudo isto na certeza de que a fruição estética e a educação artística não são elementos acessórios no processo educativo”, já que a educação sem arte “é incompleta”, pois esta é “um instrumento de humanização e de liberdade”, defendeu.